5 pessoas que tiveram haters… e entraram pra história

5 pessoas que tiveram haters… e entraram pra história

Você já viu dicas de como lidar com haters, já está protegido e sabe que tem todo o direito de escolher o que te faz bem: responder, bloquear ou comentar numa boa. Mas como será que as pessoas lidavam com haters em outras épocas? Afinal, muita gente inovadora também teve que enfrentar ofensas de quem não estava nem aí para as conquistas dos outros. Pois é, a inveja vem de muito tempo…

Sai fora, Da Vinci!

A renascença foi uma época de grandes artistas, mas também cheia de rivalidades. Leonardo Da Vinci e Michelangelo Buonarroti eram consagrados, mas mesmo assim não se davam bem. Historiadores descrevem Michelangelo como uma pessoa reservada que se irritava com facilidade, enquanto Da Vinci era expansivo e admirado pela beleza. Porém, “Michelangelo, 23 anos mais novo que Leonardo, era uma estrela em ascensão, e nas mentes de muitos florentinos era agora o artista superior. Essa nova realidade certamente irritava Leonardo”, diz Eric Weiner no livro “Onde Nascem os Gênios”.

Em uma das #tretas relatadas no livro, um grupo discutia versos de Dante Alighieri e, desagradado com Leonardo, Michelangelo teria disparado “explique você, que fez um modelo de cavalo que nunca conseguiu moldar em bronze e acabou desistindo, para sua vergonha”.

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Cabeça de vento

Em 1942, uma matemática e cientista negra decidiu processar a Hampton High School, nos EUA. Mary Jackson queria estudar a pós-graduação em engenharia e matemática da Universidade da Virginia, oferecida no local, mas a cidade ainda seguia as leis da segregação.

Mesmo sendo chamada, entre outras coisas, de “cabeça de vento” por seus colegas, Mary seguiu firme na sua luta e acabou convidada para trabalhar na NASA, onde se tornou a primeira engenheira negra. A resposta dela para seus haters? Ajudou a criar um Túnel de Pressão Supersônico, capaz de explodir coisas com ventos que se aproximam do dobro da velocidade do som. E ainda virou personagem no filme oscarizado “Estrelas Além do Tempo”.

Filosofia de vida

Em 1818, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer era um grande crítico (de tudo). Inclusive de um outro colega filósofo, Hegel. Aos olhos de Schopenhauer, a obra de Hegel era “um trabalho colossal de mistificação que dará à posteridade mais uma fonte inesgotável de risadas”. Hoje, porém, ambos são teóricos que defendem visões diferentes, a máxima da filosofia.

É tudo relativo

Em 1935, o inventor Nikola Tesla conversou com um jornalista do The New York Times a respeito de outro cientista da época. “A teoria amarra todos esses erros e falácias e os veste em roupas matemáticas elegantes que fascinam, encantam e deixam as pessoas cegas […] Nem uma só proposta da teoria da relatividade foi provada”. O alvo do #hate era Albert Einstein.

Mas ninguém briga sozinho, né? Einstein já havia dado alfinetadas em Tesla para a revista Time, em 1931. Mas existem cópias de um poema em que Tesla e um colega poeta chamado George Viereck citam Einstein e o chamam de excêntrico.

Bola pra frente

“Futebol não é coisa de menina” é uma frase que Marta Vieira da Silva escutou muito durante a sua infância. “As pessoas não viam com bons olhos uma menina jogando bola no meio de um monte de garotos, e a minha família pensava da mesma forma” disse ela em um artigo, em 2016.

Mas ela continuou chutando. Os comentários, sacos plásticos, bolas, tudo para provar que não devia nada para ninguém. “Tinha 14 anos quando um olheiro do Vasco da Gama me levou para o clube onde iniciei minha carreira profissional”, continua. Hoje ela possui cinco troféus de jogadora do ano pela FIFA e o título de maior artilheira da história da seleção brasileira (masculina e feminina).

Exemplos assim nos mostram que críticas e comentários negativos sempre existirão. O importante é aprender a superá-los, sabendo escolher como lidar com eles.